SEM TEMPO (by Marcos Delgado)
Tanto tempo que poesia não faço.
Falta-me a paixão que tal arte exige.
Tanto tempo por paixão não passo.
Nem mesmo por uma que se finge.
TANTO QUERER TANTO (by Marcos Delgado)
Por que tanto querer, Deus meu?
Por que tanto querer, aos outros, eu?
Por que querer tanto, eu, ser querido?
Por que ser ido, sem ser sabido, ficado, sentido?
DESCENDÊNCIA (by Marcos Delgado)
Se filhos meus aparecessem,
o que lhes poderia deixar de herança?
Minha miséria? Minha fortuna? Minha sina?
O que, tal herança, ensina?
A miséria: a humildade.
A fortuna: a esperança.
A sina: a paciência.
E o meu coração entristecido?
O que, de mim, mostra?
Como me mostra?
Miserável ...
Desafortunado ...
Sem paciência,
sem esperança,
sem humildade.

Nenhum comentário:
Postar um comentário