POEMAS MORTOS (by Marcos Delgado)
Deixei tantos
poemas
abandonados, aqui
e ali,
que o tempo os
desbotou,
a vida os
esmaeceu,
e eles morreram.
Por não mais
sentirem-se meus.
VIDA (by Marcos Delgado)
De que me vale a
vida,
se não sei como
vivê-la?
De que me vale a
vela,
se o que desejo é
fogaréu,
explosão nova no
céu.
De que me vale a
vida,
se não sei fazer
poesia?
Se não sei sentir
como se a fazia.
O desejo na pele ardente,
o sabor do suor,
entre a língua e o
dente.
De que me vale a
vida,
mesmo uma vida
severina,
se a teia que teço
sozinho
estende-se para o
vazio caminho?
E a estrada é
longa,
sem curva ou
esquina.
A vida me vale
nada.
A vida me vale
tudo.
Vivo-a, mesmo
quando parada.
Ouço-a, mesmo
quando mudo.
...
Como estará o poeta? Para saber, que tal um pouco de Guardanapos de Papel com Milton Nascimento...
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=SV8Z_PETFZg. Acesso em 26/03/2013.
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