terça-feira, 26 de março de 2013

POEMAS DE VIDA


POEMAS MORTOS (by Marcos Delgado)

Deixei tantos poemas
abandonados, aqui e ali,
que o tempo os desbotou,
a vida os esmaeceu,
e eles morreram.
Por não mais sentirem-se meus.

VIDA (by Marcos Delgado)

De que me vale a vida,
se não sei como vivê-la?
De que me vale a vela,
se o que desejo é fogaréu,
explosão nova no céu.
De que me vale a vida,
se não sei fazer poesia?
Se não sei sentir como se a fazia.

O desejo na pele ardente,        
o sabor do suor,
entre a língua e o dente.
De que me vale a vida,
mesmo uma vida severina,
se a teia que teço sozinho
estende-se para o vazio caminho?
E a estrada é longa,
sem curva ou esquina.
A vida me vale nada.
A vida me vale tudo.
Vivo-a, mesmo quando parada.
Ouço-a, mesmo quando mudo.

...

Como estará o poeta? Para saber, que tal um pouco de Guardanapos de Papel com Milton Nascimento...
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=SV8Z_PETFZg. Acesso em 26/03/2013.



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