ESCREVI PRA VOCÊ
(para
Selma,
meu amor.
14/08/2012)
Escrevi na Parede,
Para tecer uma rede,
De palavras,
De amor,
Que te pesque, que te prenda,
Numa teia de renda,
Numa meia de seda,
Numa poção que se beba,
Numa emoção.
Tecerei redes
De palavras,
De amor,
Para pescá-la, prendê-la
Numa tênue teia de seda,
Teia de aromas tênues, em que se embebede,
Numa poção que me transforme,
Numa emoção em que se entregue.
SINTO-ME TRISTE
Sinto-me triste.
Sim.
Tome tristeza.
Zás!
Uma brisa,
Uma aragem
Se fez passar em mim,
Dentro de mim,
No coração.
Percebi-me só e triste.
Triste de não ter fim.
Sim.
Sinto-me assim.
Qual poema vulgar
De rimas banais,
Que logo será esquecido.
N’algum lugar,
Num canto,
Perdido.
Na gaveta,
No caderno,
Escondido.
Foi-se a inspiração,
Ficou só, a tristeza,
Que a brisa fria trouxe ...
E deixou ...
No meu coração.
MEU PESADELO
Quero a tortura de sonhar com ela.
Quero sentir, em meu peito, bater de novo.
Quero meu sangue jorrando dos pulsos.
Quero eternizar o momento,
Da noite,
do sonho,
da morte.
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